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Numero de Visitas Webmaster: José Dimas Teixeira Por séculos, o pico do Corcovado  foi sómente objeto de contemplação,  ninguém em sã consciência pensaria em  subir até local tão inacessível e perigoso.  Tudo começou a mudar no século XVIII,  quando a falta de água forçou as  autoridades a criarem um sistema de  captação e transporte do líquido até o  Centro da cidade, através de um  aqueduto e dos Arcos, em seu trecho  final. Com essa obra, passou a existir um  caminho que ia até a origem das águas  do rio Carioca, nas montanhas do  Corcovado, o que levou os primeiros  exploradores do século XIX a realizarem  o ousado feito em lombo de burro ou  cavalo, subindo a partir da Ladeira de  Santa Teresa pelo trajeto das atuais ruas  Joaquim Murtinho e Almirante  Alexandrino, junto ao aqueduto.  O acesso à montanha só deixaria de ser uma aventura quando, em  1882, os engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares  receberam autorização para a construção de uma estrada de ferro que fosse  do Cosme Velho até o Corcovado, tornada possível pela recente invenção da  tração por cremalheira, do suíço Riggenbach. A obra foi inaugurada em 9 de  outubro de 1884, no trecho entre o Cosme Velho e as Paineiras, honrada com  a presença do Imperador D. Pedro II e sua família. Os visitantes tiveram o  privilégio de realizar uma viagem de sonho por uma floresta quase virgem,  da qual se descortinavam fantásticas paisagens, que até então pouquíssimos  haviam conhecido. Em 1º de Janeiro de 1885, a ferrovia chegava até o Alto do Corcovado,  ao mesmo local de hoje em dia, e daí subia-se até a plataforma de  observação, no local da atual estátua. Para proteger os visitantes do sol  inclemente, foi construído um pavilhão de ferro com 13,5 metros de  diâmetro, cuja função e formato circular fez com que recebesse o apelido  apropriado de "Chapéu de Sol". Foi contemporâneo de nossos bisavós, até  que em 1931 fosse finalmente inaugurado o monumento do Cristo Redentor.   Os colonizadores portugueses batizaram a montanha de Pico da  Tentação, uma referência a um monte bíblico. No século XVII o monte é  rebatizado de Corcovado, devido a sua forma que lembraria uma corcunda  (corcova). Em 1824, dois anos após a independência do Brasil, Dom Pedro I  lidera uma expedição ao topo do Corcovado, abrindo um caminho para o cume.  35 anos mais tarde, em 1859 o padre Pedro Maria Boss sugere à Princesa  Isabel que seja construído um monumento religioso no alto do Corcovado.  Em 1882 Dom Pedro II autoriza a  construção da Estrada de Ferro do  Corcovado, que começa a funcionar em  1884 no trecho Cosme Velho Paineiras.  Um ano mais tarde é inaugurado o trecho  final da estrada de ferro, ligando as  Paineiras ao topo do morro. A extensão  total da ferrovia é de 3800 metros.  Somente em 1921 é retomada a idéia  do Padre Maria Boss de construir um  monumento religioso, na ocasião para  comemorar-se o centenário da  independência do Brasil. A pedra  fundamental da construção é lançada em 4  de Abril de 1922. Em 1923 é realizado um  concurso para a escolha do monumento a  ser construído e o projeto vencedor é do  engenheiro Heitor da Silva Costa.  Finalmente, em 1931 é inaugurada oficialmente a Estátua do Cristo Redentor.  O trem da Estrada de Ferro do Corcovado sobe a  última rampa em direção ao Chapéu do Sol, onde  findava a estrada de ferro. O nome dado ao local  remete a um antigo  recanto onde,  antes da  construção da ferrovia, havia uma cobertura de sapé,  com  forma  de  chapéu  cônico,  que  servia   de    descanso  para   os  aventureiros que subiam a pé o  Corcovado. Cartão-postal datado de 1904.  Antes da estátua, assim era o alto do Corcovado:  Chamavam este pavilhão de Chapéu do Sol. Lá  esteve desde 1922 até 1931, quando inauguraram  a estátua. Em 1922 de lá foi feita a primeira  transmissão de radio difusão do Rio, para ouvintes  na Exposição do Centenário. Em 7 de setembro de 1922 a empresa  Westinghouse instalou uma antena no  topo do Corcovado, gerando muitos  protestos no Rio. D.Pedro II e a Familia Imperial na inauguracao da estrada de ferro