Morte violenta – Houve 21 papas martirizados nos primórdios do cristianismo; e seis deles morreram assassinados:
João VIII, Teodoro II, João X, Benedito VI, João XIV e Gregório V. Em 1978 houve rumores, nunca comprovados, de que
João Paulo I teria sido envenenado.
Papas assassinados - João VIII, Teodoro II, João X, Benedito VI, João XIV e Gregório. Em 1978, houve rumores de que
João Paulo I teria sido envenenado.
Renúncia: Pierre de Morrone (Celestino V) renunciou em 1294, porque não se considerava capaz de exercer o
pontificado.
Mais jovem - O papa mais jovem a ser eleito foi Benedito IX, que tinha 12 anos (1032).
Mais idoso - Honório III, que tinha 90 anos (1216).
Papa que não era padre - O único papa eleito sem ser padre foi, em 1024, o conde de Tusculum, que adotou o nome de
João XIX; Pio III e Leão X eram diáconos.
Papas casados - No início, os papas podiam ser casados: o último papa casado foi Adriano II, eleito em 867. Até 867, não havia nenhum
impedimento ao casamento do pontífice.
Papa com filhos e sem casar - Rodrigo Borgia, eleito em 1492 com o nome de Alexandre VI, tinha seis filhos sem ser casado.
Último Papa não-italiano, antes de João Paulo II: O holandês Adriano VI (1522 - 1523)
Papado mais longo - São Pedro, que durou 33 anos (depois dele, Pio IX ficou 32 anos no trono, de 1846 a 1878).
O Papado mais curto - Urbano II, que morreu treze dias depois de ser eleito (1590).
Papas Canonizados - Há 78 papas canonizados e oito beatificados.
Renúncia – O único caso foi o do eremita Pierre de Morrone (Celestino V), que, considerando-se incapaz para o pontificado, renunciou a
ele em 1294.
Nacionalidade – Dos 264 papas, 208 eram italianos (e 112 eram romanos). Entre os estrangeiros, as nacionalidades com maior número de
representantes foram a grega e a francesa, com quinze papas cada uma. O último não italiano, antes de João Paulo II, tinha sido o
holandês Adriano VI (1522-1523).
Santos e bem-aventurados – Há 78 papas canonizados e oito beatificados; desde 1453, houve duas canonizações: a de Pio V, em 1712,
e a de Pio X, em 1954; Inocêncio VI foi beatificado em 1956; Pio IX, em 3 de setembro de 2000.
A lenda da papisa – Criada por volta de 1250 por Jean de Mailly, e divulgada por Boccacio, segundo essa lenda, uma mulher de Mayence,
chamada Jeanne, disfarçou-se de homem e fez-se ordenar sob o nome de Jean Langlois, tendo sido eleita em 855, sob o nome de
Anastásio, para substituir Leão IV (que, na realidade, foi sucedido por Benedito III). A papisa Joana teria reinado dois anos e sete meses,
sendo descoberta no momento em que deu à luz, depois do que teria sido condenada a ser arrastada por um cavalo até a morte.
A escolha do Papa - A princípio, a escolha do Papa era feita pelo povo de Roma e depois ratificada pelo clero romano. No caminho do
Papado, tal instituição também sofreu abalos, e no século IX, Oto, o Grande, da Alemanha, decidira modificar as normas, submetendo a
escolha do Papa ao seu arbítrio. E em 1059, Nicolau II resolve a situação com um decreto que reservava aos cardeais o direito da eleição
do Papa. Em 1112, a Concordata de Worms resolve novamente a respeito da investidura do Papa, determinando que os bispos seriam
eleitos pelo clero e pelo povo e que o rei renunciaria à investidura pelo báculo e pelo anel. (Veja mais sobre a escolha)
A primeira ousadia de João Paulo II
João Paulo II, quando eleito, foi além da benção. Surpreendeu a todos, falando de improviso com o povo reunido na praça. Nenhum outro
papa, antes dele, tinha falado sobre a eleição. E ousou mais ainda, ao confessar que tinha medo e que precisava da ajuda de todos para
realizar sua missão. Foram essas suas palavras:
"Louvado seja Jesus Cristo. Caríssimos irmãos e irmãs, todos estamos sofrendo de dor pela morte de nosso amadíssimo papa João Paulo
I. E eis que os eminentíssimos cardeais escolheram um novo bispo de Roma. Chamaram-no de um país longínquo, longínquo...mas
sempre assim tão perto pela comunhão na fé e na tradição cristã. Eu tive medo de receber essa incumbência, mas o fiz no espírito de
obediência a nosso Senhor Jesus Cristo e na total confiança em sua mãe, Maria Santíssima.
Não sei se posso me explicar na língua de vocês...na nossa língua italiana. Se eu errar, corrijam-me. Desse modo apresento-me a todos
vocês para expressar nossa fé comum, a nossa esperança na Mãe de Cristo e da igreja e, também para recomeçar neste caminhar da
história e da Igreja, com a ajuda de Deus e com a ajuda dos homens."
As insígnias do papado
O anel do pescador – Usado na mão direita; quando o papa morre, seu anel é quebrado pelo cardeal camerlengo com uma bigorna e um
martelo de ouro.
As chaves de São Pedro – Impressas em relevo no escudo papal, são o símbolo do poder que foi dado a São Pedro de adotar ou revogar
decisões.
Flabelo – Leque de cabo longo, feitos de penas de avestruz, com o qual o papa era abanado durante as cerimônias oficiais; suprimido por
Paulo VI.
Cadeira gestatória – Poltrona montada sobre um andor, carregada, quando o papa sai à rua em procissão por dezesseis oficiais do
Vaticano (palafreneiros); origina-se na "cadeira curul" dos cônsules romanos; em 1979, João Paulo I renunciou a seu uso, num gesto de
humildade, e foi à sua coroação a pé; João Paulo II a substituiu por um carro aberto, o papamobile.
Sotaina branca – Em 1565, São Pio V, que era dominicano, substituiu a sotaina púrpura cardinalícia, até então usada pelos papas, pela
branca, de sua ordem.
Tiara pontifical – Origina-se no barrete frígio (camelacum) ao qual, em 1130, foi acrescentada uma coroa, símbolo da soberania sobre os
estados pontifícios; em 1300, Bonifácio VIII acrescentou a segunda coroa, símbolo de sua autoridade sobre as almas dos fiéis; em 1340,
Benedito XII acrescentou a terceira coroa, símbolo de sua autoridade moral sobre os reis. Na coroação, ela é colocada na cabeça do papa
com a fórmula: "Saiba que és o pai, o príncipe e o rei". Paulo VI só usou a sua uma vez, no dia da coroação; João Paulo I recusou-se a
usá-la, num gesto de humildade.
----------------//------------------
Guerreiros, ambiciosos, polígamos, infiéis, mafiosos e conspiradores: como o resto dos mortais, os Papas do passado
tambêm sucumbiram as tentações.
Antes que alguém diga ¨Fefis, sua faladeira!¨, retomemos a história:
Os papas João XIX e Alexandre VI, o chamado Papa Borgia, pagaram uma fortuna pelos seus nombramentos. Mais astuto, Sixto V fingiu
estar doente até que os cardeais, que desejavam um pontificado curto, o elegeram Papa no final do século XVI, cargo no qual se manteve
durante anos com um vigor inusitado.
Na Bíblia não existe nenhuma referência sobre a forma em que os Pontífices deveriam ser eleitos ou a vida que devam levar.
O próprio Pedro, escolhido por Jesus para ajudá-lo na tarefa de ¨edificar a Igreja¨, era un pescador, um homem simples que deixou tudo
para seguir seu mestre, mas quem teve pelo menos uma filha.
Alexandre VI envenenava sistematicamente os cardeais, teve 9 filhos ilegítimos e cometeu incesto com sua filha Lucrécia. Adriano II foi
nomeado Papa pese a estar casado e ter uma filha. Mulher e filha foram decapitadas.
Estevão VI, Papa de 896 a 897, fez exumar um dos seus
predecessores, Formoso, para julgá-lo post mortem, mutilar seu
cadáver e jogá-lo no rio Tíber. Benedito IX conseguiu ser eleito Papa 3 vezes, a primera em 1032 e com só 12 anos.
Diz a lenda que uma mulher ocupou o trono de Pedro no século X. A papisa Joana, que se fez passar por homem e teria sido eleita como
João VIII. Uma versão diz que ela morreu dando a luz numa procissão onde a multidão, puta pela mentira, a apedrejou.
Na Idade Média, quase nenhum Papa faleceu por morte natural, a maioria morreu em guerras, envenenados, mortos de fome, presos ou
queimados vivos. Outros tiveram mortes terrivelmente banais: Benedito XI morreu em 1304 comendo figos e Paulo II, em 1471, por uma
indigestão de melões.
Os Conclaves tambêm estão cheios de histórias e curiosidades. O nome dessa reunião nasceu no século XIII, quando os cardeais se
reuniram na cidade italiana de Viterbo durante 3 anos sem chegar a um acordo. Cansados de esperar, os fiéis e autoridades os trancaram
com chave ('cum clave' em latim) e começaram a racionar a comida. Mortos de fome e frio, elegeram Gregorio X, em 1271.
Pío XII, depois de ser eleito Papa, quis tirar a bunda da seringa e pediu aos cardeias que repetissem a votação pra ver se não tinham se
enganado.